Campanha contra hanseníase alerta sobre doença e o preconceito

Publicado em 24/01/2014
Assessoria de comunicação
Campanha contra hanseníase alerta sobre doença e o preconceito
Da assessoria [caption id="attachment_15021" align="alignleft" width="300"]Toda equipe da Vigilância em Saúde está atuando na campanha Toda equipe da Vigilância em Saúde está atuando na campanha[/caption] Com um semana inteira de programação, a Secretaria de Saúde de Francisco Beltrão pretende conscientizar as pessoas para a busca de tratamento sobre a hanseníase. A doença, que se manifesta com manchas na pele e perda da sensibilidade, tem maiores chances de ser tratada quando diagnosticada logo que começa a se manifestar. Desde segunda-feira, os agentes de saúde do município estão enfatizando junto à população a importância de buscar identificar e tratar a doença. A programação encerra neste sábado, em evento no calçadão central, que, segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Bernadete de Souza, visa chamar a atenção para o preconceito sofrido pelos doentes. "Como a doença é visível, pois causa manchas na pele, quem sofre com a hanseníase ainda tem que, muitas vezes, lidar com o preconceito", afirma. Nos últimos cinco anos, Beltrão tem registrado uma média de 14 a 22 casos da doença por ano. Os pacientes são diagnosticados na rede municipal de saúde e encaminhados para acompanhamento no Sae/CTA (Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Triagem e Acompanhamento). A dra. Juliana Boing atende os pacientes e diz que a identificação precoce evita uma série de transtornos. "Como a doença pode demorar até sete anos para se manifestar, é importante que ao primeiro indício de manchas na pele sem sensibilidade a hanseníase seja identificada e tratada, o que evita incapacidades e sequelas aos pacientes, que pode perder a força dos dedos dos pés e mãos, pois o sistema neural também fica comprometido", explica a dra. A hanseníase é causada por uma bactéria que pode ser transmitida pelas vias aéreas da pessoa infectada, mas que pode não se manifestar em pessoas com o sistema imunológico mais forte. O tratamento com medicamentos dura entre seis meses e um ano, mas o acompanhamento pode seguir por mais tempo.
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