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Casa Abrigo Anjo Gabriel

Sem títuloA Casa Abrigo Anjo Gabriel de Francisco Beltrão, criada em fevereiro de 1995, tem como finalidade o atendimento de crianças em situação de risco pessoal e social. As crianças e adolescentes são acolhidas na entidade, através de determinação do Juizado da Infância e da Juventude e encaminhamentos do Conselho Tutelar. O acolhimento institucional é um serviço sócio assistencial com caráter da proteção pelo abrigamento temporário.

As crianças atendidas permanecem na Casa Abrigo até serem adotadas por famílias substitutas ou quando retornam para as famílias de origem. Todo esse processo é acompanhado pelos órgãos competentes e assistência social do município.
As crianças recebem atendimento integral numa sistemática que se assemelha a um ambiente familiar, onde se estabelecem laços afetivos entre todos. As crianças com idade escolar, num período do dia, freqüentam o ensino regular em escolas públicas próximas da Casa Abrigo e, as de idade de zero a seis anos, freqüentam o Centro Municipal de Educação Infantil no próprio bairro, sempre acompanhadas por uma funcionária.

A rotina da Casa Abrigo inclui atividades de recreação, alimentação saudável, passeios, atendimento médico, odontológico, psicológico e comemoração de datas festivas. Os atendimentos são de acordo com a necessidade de cada criança/adolescente, sendo que o atendimento psicológico, se necessário, será individual ou realizado juntamente com as famílias, na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social, onde o profissional dispõe de espaço físico adequado ao atendimento, numa periodicidade semanal.

No momento da entrada das crianças na Casa Abrigo Anjo Gabriel, as mesmas vem com o histórico de suas vidas. Esta realidade é trabalhada através do atendimento das monitoras da entidade e com atendimento psicológico que visa a superação emocional da criança/adolescente, vítima de violência.
O trabalho com as famílias é diferenciado conforme o caso. Nos casos em que há a possibilidade da criança/adolescente retornar para a sua família de origem é realizado a inserção das famílias no CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, através do Programa de Proteção Social Básica – Programa de Atenção Integral à Família – com atividades que visam promover e prestar atendimento continuado à família, considerando a promoção e o desenvolvimento da cidadania no conjunto das necessidades básicas, no incentivo às atividades produtivas, na geração de renda e no desenvolvimento social. Já nos casos, onde as famílias são destituídas do poder familiar, as mesmas são trabalhadas no sentido de reestruturar seus projetos de vida e o restabelecimento dos vínculos famílias e comunitários.

Estamos aprimorando as ações que visam preparar as famílias para o retorno das crianças e adolescentes, resgatando e fortalecendo os vínculos familiares. As famílias são inseridas no Programa de Atenção Integral a Família – PAIF. As técnicas que atuam no Programa (Assistente Social, Psicóloga e Educadora) realizam acompanhamento direto com as famílias vulnerabilizadas do município e as que têm crianças acolhidas.

A rede sócio assistencial está articulada com a rede de saúde e educação, possibilitando alcançar resultados positivos no atendimento das crianças e adolescentes e suas famílias.
O acompanhamento é permanente através do Ministério Público, Conselho Tutelar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Municipal de Assistência Social.

As atividades desenvolvidas contam com a parceria da sociedade civil, Conselho Tutelar, Conselho Municipal de Assistência Social e Conselho Municipal dos Direitos da Direitos da Criança e do Adolescente.

A Casa Abrigo Anjo Gabriel é mantida pela Prefeitura Municipal, porém, a sociedade de nosso município é extremamente solidária e auxilia com donativos e, principalmente, com visitas levando carinho e afeto para essas crianças que, de uma maneira ou de outra, sofreram algum tipo de violência pelas famílias de origem.

Objetivos específicos:

  1. Possibilitar as crianças em situação de risco pessoal e social o acesso à saúde, alimentação, educação, esporte, lazer e socialização;
  2. Priorizar o direito à convivência familiar e comunitária das crianças e adolescentes, protegendo seus vínculos constituídos;
  3. Oferecer um ambiente propício ao desenvolvimento afetivo, físico e intelectual das crianças e adolescentes acolhidas;
  4. Promover ações sócio-educativas e apoio psicossocial às famílias, visando o retorno das crianças/adolescentes ao convívio familiar;