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Em Beltrão, lixo não separado pode render multa e interrupção da coleta

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Da assessoria

O fiscal da Secretaria de Meio Ambiente, Emmanuel Olivo, com os coordenadores do projeto ambiental da Bonetti Agronutri, Iltor e Jussara; a empresa é exemplo em separação do lixo e não gera nenhum resíduo para o aterro

O fiscal da Secretaria de Meio Ambiente, Emmanuel Olivo, com os coordenadores do projeto ambiental da Bonetti Agronutri, Iltor e Jussara; a empresa é exemplo em separação do lixo e não gera nenhum resíduo para o aterro

Os moradores de Francisco Beltrão que não separam o lixo orgânico do seco estão sujeitos a penalidades que podem chegar até a aplicação de multa no caso de reincidência. Uma lei municipal de 2010 obriga a disponibilidade do lixo de forma separada e em local adequado para a coleta em todas as residências.

Somente neste ano, quando a Secretaria de Meio Ambiente iniciou a fiscalização da lei, cerca de 20 notificações foram emitidas, todas prontamente atendidas. “Sempre que vamos fazer a averiguação, primeiro orientamos, aí notificamos, que é uma maneira de mostrar como fazer do jeito certo, e somente em caso de reincidência é que aplicamos multa e interrompemos a coleta do lixo, o que não chegou a ocorrer em nenhum caso”, explica o fiscal Emmanuel Olivo.

A maioria das denúncias é feita por moradores vizinhos ou pela Vigilância em Saúde. Segundo o previsto na lei, a separação deve ser feita considerando o lixo seco, como materiais recicláveis, papéis, metais e vidro, e o lixo orgânico, como frutas, legumes, produtos de origem animal e folhas.

A medida, de acordo com a secretária de Meio Ambiente, Joice Barivieira, visa reduzir a quantidade de resíduos levada até o aterro sanitário. “Nós oportunizamos a coleta seletiva do material reciclado em toda a cidade, por isso cobramos da população a separação e até o reaproveitamento dos materiais, para que a gente consiga amenizar a quantidade de lixo gerado e prolongar a vida útil do aterro”, diz.

Diariamente, são recolhidos 87 toneladas de resíduos nas residências do município; destes, 65 toneladas são de material orgânico, que vai para o aterro, e 22 mil de recicláveis, que são recolhidas pela Associação dos Catadores de Papel de Beltrão (Ascapabel). No interior, também é feita a coleta nos chamados PEVs (Pontos de Entrega Voluntária), onde o lixo também deve estar disposto separadamente.

Projeto de empresa reduziu a 0 geração de lixo

Disponibilizando lixeiras para diferentes tipos de resíduos, reaproveitando o material orgânico e conscientizando a equipe de colaboradores, a Bonetti Agronutri conseguiu eliminar a geração de lixo para o aterro sanitário. Mas para chegar a este estágio, desde 2009 a empresa passou a implementar o projeto LixoBon, que hoje é exemplo em responsabilidade ambiental.

“Nós temos lixeiras identificadas para cada tipo de material e um local apropriado para depositá-los. Os eletroeletrônicos, recicláveis e os chamados classe 1 e 2 são repassados para empresas especializadas em sua destinação e o que é orgânico nós fizemos compostagem”, explica Itor de Lima, coordenador do projeto. Até as chamadas minhocas californianas chegaram a ser importadas para ajudar no processo que transofrma o que era lixo em adubo.Além disso, a empresa também usa água da chuva para a descarga e limpeza e procura envolver os funcionários em todos os processos, como o projeto de fabricação de sabão com óleo de cozinha usado, em que os colaboradores fornecem a matéria prima e recebem sabão.

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