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Manejo de pragas na cultura da soja

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O Departamento de Agropecuária da Prefeitura de Francisco Beltrão, juntamente com a Emater e o Senar realizaram o programa de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na cultura da soja na safra 2017/2018. A iniciativa contou com apoio da Cresol, Sicredi e Unisep. Esse manejo baseia-se na identificação e quantificação dos insetos, pragas e inimigos naturais, a fim de embasar a tomada de decisão quanto a aplicação de inseticidas antes do dano econômico.

Uma metodologia específica também visa identificar o esporo da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), principal doença econômica da soja, para dar um indicativo ao inicio das aplicações de fungicidas. O trabalho envolveu 16 produtores distribuídos de forma a contemplar todas as regiões do município.

De acordo com Aljian Alban, engenheiro agrônomo do departamento e um dos coordenadores do trabalho, semanalmente os produtores receberam acompanhamento para a avaliação das pragas e duas vezes por semana eram coletadas as lâminas nos quatro coletores instalados, possibilitando a leitura em microscópio. Casso fosse identificado o fungo, era emitido um alerta aos produtores indicando a necessidade de controle.

Conforme Aljian, ao final do monitoramento percebeu-se que houve uma redução considerável na aplicação de defensivos. Foram utilizadas em média 1,5 aplicação de fungicida nas lavouras monitoradas. A primeira foi realizada 80 dias após a semeadura, enquanto a média estadual é de 75,2 dias após semeadura. A aplicação também foi bem depois se comparada com  as propriedades sem monitoramento.

Para pragas, segundo ele, verificou-se que foram realizadas 20 aplicações de inseticidas, em sua maioria para controle de percevejos, ficando em média 1,42 aplicação, e em sua maioria durante o período reprodutivo da cultura. Houve situações que não se realizou aplicações de inseticidas, provavelmente pela implantação no início do período recomendado e pelo ciclo da cultivar aliado ao monitoramento populacional. Para próxima safra, o departamento pretende ampliar o trabalho para chegar a um maior número de produtores para que haja mais rentabilidade aos agricultores e menor agressão ambiental.

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