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Vários fatores contribuíram para enxurradas, explica secretário

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Da assessoria

Na manhã desta quarta-feira, Urbanismo retirou a canalização do córrego Jachini, na rua Mangueirinha; tubulação poderá ser redimensionada para suportar maior volume de chuva

Na manhã desta quarta-feira, Urbanismo retirou a canalização do córrego Jachini, na rua Mangueirinha; tubulação poderá ser redimensionada para suportar maior volume de chuva

O secretário de Urbanismo, José Carlos Vieira, percorreu vários pontos afetados pela enxurrada desta semana e concluiu que, além do grande volume de chuva em tão pouco tempo, outros fatores contribuíram para o alagamento de ruas e casas. Segundo o Simepar, choveu 39,4 milímetros em pouco mais de 20 minutos na tarde de terça-feira.

“Temos alguns pontos em que a galeria pluvial não suportou um volume tão grande de chuva, outros que os tubos estão obstruídos pela rede de esgoto, além das grandes áreas cobertas de casas e indústrias, que reduzem a permeabilidade do solo e canalizam a água, e a terra e água que vêm do assoreamento de loteamentos em fase de implantação que ainda não têm galeria pluvial”, explicou Vieira, que também citou a questão do lixo jogado nas ruas, que pode trancar as bocas de lobo.

No caso dos loteamentos, a Prefeitura deverá notificar os responsáveis pela implantação e exigir a construção de uma barreira de contenção de dejetos. Somente a partir deste ano que o Município passou a exigir o projeto pluvial de novos loteamentos antes de sua implantação, o que até então era feito somente no momento final da implantação.

Durante o dia, as equipes da Secretaria estiveram em alguns pontos já preparando obras emergenciais, como na rua Mangueirinha, atrás do Marrecas Clube, onde toda a tubulação do córrego Jachini, que cruza sob a avenida Porto Alegre e o Parque Alvorada até desaguar no Rio Marrecas, será retirada. No local, a água inundou a rua e até residências. “O principal problema é que neste trecho o córrego está canalizado com uma tubulação insuficiente, que ‘estrangula’ a água e a faz correr fora da calha”, disse Vieira aos moradores.

Segundo a Secretaria de Assistência Social e a Defesa Civil, que estiveram acompanhando as residências atingidas pela enxurrada na noite de terça e nesta quarta-feira, nenhuma família ficou desabrigada.

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