Previsão do Tempo
Tempo em
Francisco Beltrão

º | º

Campanha contra hanseníase alerta sobre doença e o preconceito

Publicado em

Da assessoria

Toda equipe da Vigilância em Saúde está atuando na campanha

Toda equipe da Vigilância em Saúde está atuando na campanha

Com um semana inteira de programação, a Secretaria de Saúde de Francisco Beltrão pretende conscientizar as pessoas para a busca de tratamento sobre a hanseníase. A doença, que se manifesta com manchas na pele e perda da sensibilidade, tem maiores chances de ser tratada quando diagnosticada logo que começa a se manifestar.

Desde segunda-feira, os agentes de saúde do município estão enfatizando junto à população a importância de buscar identificar e tratar a doença. A programação encerra neste sábado, em evento no calçadão central, que, segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Bernadete de Souza, visa chamar a atenção para o preconceito sofrido pelos doentes. “Como a doença é visível, pois causa manchas na pele, quem sofre com a hanseníase ainda tem que, muitas vezes, lidar com o preconceito”, afirma.

Nos últimos cinco anos, Beltrão tem registrado uma média de 14 a 22 casos da doença por ano. Os pacientes são diagnosticados na rede municipal de saúde e encaminhados para acompanhamento no Sae/CTA (Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Triagem e Acompanhamento).

A dra. Juliana Boing atende os pacientes e diz que a identificação precoce evita uma série de transtornos. “Como a doença pode demorar até sete anos para se manifestar, é importante que ao primeiro indício de manchas na pele sem sensibilidade a hanseníase seja identificada e tratada, o que evita incapacidades e sequelas aos pacientes, que pode perder a força dos dedos dos pés e mãos, pois o sistema neural também fica comprometido”, explica a dra.

A hanseníase é causada por uma bactéria que pode ser transmitida pelas vias aéreas da pessoa infectada, mas que pode não se manifestar em pessoas com o sistema imunológico mais forte. O tratamento com medicamentos dura entre seis meses e um ano, mas o acompanhamento pode seguir por mais tempo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *