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Instalação da Embrapa na região pode se viabilizar através de universidades

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Primeira Embrapa do Brasil voltada à agricultura familiar começa a ganhar contornos de realidade; projeto prevê o aproveitamento de estruturas universitárias e investimentos de R$ 32 milhões em Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco

Da assessoria

A inclusão de universidades locais no projeto de instalação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) no Sudoeste deve viabilizar a atuação da empresa pública na região. Nesta semana, a câmara técnica composta por integrantes da Prefeitura, entidades ligadas à agricultura e o meio acadêmico apresentou a nova proposta a técnicos da Embrapa e deixou o projeto mais perto de se tornar realidade.

“Ainda é algo que precisa ser levado à direção da Embrapa, mas o modelo que formatamos para o Sudoeste foi muito bem recebido e tem grandes chances de se concretizar”, explica o coordenador da câmara técnica e diretor de agropecuária da Prefeitura de Beltrão, Nelcir Basso. Discutida desde 2013, a implantação da Embrapa havia esbarrado na falta de interesse da empresa em concretizar um projeto que iniciaria do zero. Daí a necessidade de colocar o meio universitário como um dos principais agentes no processo.

Pela proposta, a estrutura dos campi da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) de Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Pato Branco receberia investimentos para ser aperfeiçoada e abrigar os projetos da Embrapa. O projeto prevê que R$ 32 milhões sejam aplicados na construção de laboratórios e aquisição de áreas e veículos para dar operacionalidade aos trabalhos; o valor já está assegurado através de uma emenda parlamentar de bancada dos deputados Assis do Couto e Nelson Meurer.

A ideia é também envolver outras universidades públicas e instituições da região e criar um consórcio para viabilizar os projetos de pesquisa e tecnologia agropecuária. “As entidades que estão elaborando a proposta amadureceram muito. O projeto de potencializar as estruturas físicas já existentes e a Embrapa participar com a expertise que possui na área da pesquisa certamente é o melhor caminho”, afirma o chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, João Carlos Costa Gomes.

 

No Sudoeste, será a Embrapa Agricultura Familiar

Geralmente, as unidades da Embrapa espalhadas pelo país e até no exterior focam seus trabalhos de acordo com a realidade local. No Sudoeste a unidade deverá ser a primeira do Brasil voltada a agricultura familiar, tendo como prioridades o desenvolvimento de tecnologia e inovação para a cadeia leiteira, agroindústrias, produção de hortifruti e a sucessão familiar no campo.

“A Embrapa é uma referência mundial e esse conceito voltado à agricultura familiar na região que tem uma forte concentração desse setor irá respaldar o Sudoeste e seus agricultores a dar saltos mais altos”, afirma o diretor da UTFPR de Beltrão, Alexandre Alfaro. Os diretores dos campus de Dois Vizinhos, Alfredo de Gouvêa, e de Pato branco, Idemir Citadin, também participaram do evento de apresentação do projeto, realizado nesta sexta-feira (22), na Amsop.

Representantes de entidades ligadas à agricultura, pecuária e desenvolvimento, além de lideranças políticas, como o deputado federal Assis do Couto, e analistas da Embrapa estiveram presentes no encontro.

 

“Embrapa será um marco”, diz Neto

Na abertura do evento, o prefeito de Francisco Beltrão, Antonio Cantelmo Neto, destacou que a implantação da Embrapa na região será um marco para o desenvolvimento agropecuário do Sudoeste. “Temos pessoas qualificadas trabalhando neste processo de mostrar a necessidade e os caminhos para a Embrapa do Sudoeste. Será um processo gradativo, mas sua consolidação irá marcar um novo tempo na nossa agricultura e pecuária sem abandonar nossas raízes de produção familiar”, afirmou Neto.

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