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Embrapa do Sudoeste começa com profissionais e edital para pesquisas

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Instalada nesta sexta, a unidade de transferência de tecnologia funcionará dentro da UTFPR de Beltrão, mas terá atuação regional em quatro eixos: sucessão familiar, hortifruti, leite e agroindústrias

Da assessoria

Instalada oficialmente nesta sexta-feira (24), a unidade da Embrapa do Sudoeste já começa com profissionais atuando e editais para a seleção de pesquisas na área agropecuária. Na região, a Embrapa irá funcionar como uma Unidade Mista de Pesquisa e Transferência de Tecnologia (UMIPTT), um modelo pioneiro no país que será gerido por entidades ligadas à agricultura, universidades e órgão governamentais.

A UMIPTT funcionará em um espaço no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Francisco Beltrão e inicialmente terá dois profissionais da Embrapa, que vieram de diferentes regiões do país e foram apresentados nesta sexta.

A analista Andrea Becker tem formação em Ciências Econômicas, é mestre em Agronomia e especialista em Administração Rural e atuava no Rio Grande do Sul. Já o pesquisador Gilmar Meneghetti foi transferido do Amazonas e também é da área de Agronomia, mas com experiência em zootecnia, transformação de produtos agropecuários e planejamento e elaboração de projetos de desenvolvimento rural. Sua área de pesquisa é ligada à agricultura familiar.

Ambos os profissionais começam a trabalhar a partir da próxima segunda com o levantamento de ativos tecnológicos regionais nas áreas de leite, hortifruti, sucessão familiar e agroindústrias, os quatro eixos de atuação da UMIPTT.

 

Pesquisadores podem inscrever projetos

Nesta sexta também foi lançado o edital que prevê investimento de R$ 400 mil para financiar até 25 projetos de pesquisa de interesse regional nos próximos meses. Profissionais de diferentes áreas podem apresentar os projetos, que serão analisados por dois comitês de avaliação e devem estar enquadrados nas linhas de interesse da Embrapa do Sudoeste. Os recursos para as pesquisas foram destinados através de emenda do deputado federal Assis do Couto.

 

União de forças tornou Embrapa realidade

O envolvimento de diversas entidades, órgãos governamentais, universidades e representantes políticos da região foi o principal tom dos discursos no evento de instalação da UMIPTT, realizado na Amsop. O secretário de Desenvolvimento Rural de Francisco Beltrão e um dos coordenadores do processo de implantação, Nelcir Basso, destacou a atuação de vários dirigentes disse que “a unidade será um divisor no modo de se praticar agricultura no Sudoeste”.

O prefeito Antonio Cantelmo Neto lembrou os vários encontros e o processo de formatação da UMIPTT, pelo qual foi possível viabilizar a unidade da Embrapa. “Estamos vivendo uma era em que o conhecimento e imprescindível para qualquer atividade; como nossa região é predominantemente agropecuária, nos empenhamos em reunir esforços para trazer para cá uma unidade de produção de ciência e tecnologia no meio rural”, disse.

Outras autoridades como os deputados federais Assis do Couto e Osmar Serraglio, os estaduais Wilmar Reichembach e Nelson Luersen, o presidente da Amsop e prefeito de Marmeleiro, Luiz Bandeira e os prefeitos de Santo Antonio, Ricardo Ortiña, e de Dois Vizinhos, Raul Isotton, também participaram do evento, além do presidente do Iapar, Florindo Dalberto, do reitor eleito da UTFPR, Luiz Pilatti, e do diretor de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stunpf.

 

UMIPTT se fortalece

No Sudoeste, a transferência de tecnologia da Embrapa será feita através do Iapar e dos campi de Beltrão, Pato Branco e Dois Vizinhos da UTFPR, mas o grupo já está maior a partir desta sexta, quando novos órgãos e entidades foram incorporados à UMIPTT. A Amsop, Acefb,  Fetraf-PR, Infocos/Cresol, Emater, UFFS, Assessoar, Coopafi e Unicafes assinaram o termo de adesão e passam a formar uma espécie de grupo gestor da unidade da Embrapa.

“O Sudoeste do Paraná mostra sua organização e inova ao nos propor um formato de transferência de tecnologia que pode ser referência para o Brasil, em que se procura investir e viabilizar o conhecimento, a produção científica, ao invés de prédios. Esta unidade estará articulada com todas as outras 46 que a Embrapa possui no Brasil e, dentro de um modelo de formação de redes, irá procurar saber quais os gargalos da agropecuária regional e apresentar soluções”, explicou o diretor da Embrapa, Waldyr Stunpf.

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