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Documentação da Cango será catalogada pelo Cemesp e servirá de fonte para pesquisas históricas

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Da assessoria

Cerca de uma tonelada de material entre documentos, fotos, registros e livros de contabilidade da antiga Colônia Agrícola Nacional General Osório (Cango) foi repassada pela Prefeitura de Beltrão ao Centro de Memória do Sudoeste (Cemesp) nesta semana. O convênio entre o governo municipal e a Unipar para a limpeza, catalogação e arquivo do acervo foi oficializado em uma noite que também marcou a inauguração do espaço, coordenado pelo curso de História.

“O que estamos fazendo aqui, hoje, é um marco na preservação não somente dos materiais, mas da nossa própria identidade enquanto beltronenses e sudoestinos”, afirmou o prefeito Antonio Cantelmo Neto na cerimônia. “Todo este material estava guardado no memorial do Departamento de Cultura e agora terá o devido tratamento como o primeiro acervo do Cemesp, uma iniciativa que é inédita na região e que tem tudo para se fortalecer a ajudar a preservar nossa história”, completou o prefeito.

A assinatura do convênio também contou com o diretor de Cultura de Beltrão, Miguel Seymur, e o diretor da Unipar, Claudemir de Souza, além do coordenador do curso de História, Odair Geller, e o presidente da Amsop e prefeito de Marmeleiro, Luiz Bandeira. A Câmara foi representada pelo vereador Cleber Fontana.

 

Espaço centraliza documentação histórica

Criada em 1943 pelo presidente Getulio Vargas, a Cango servia como uma facilitadora da colonização na região, assentando e auxiliando as famílias que vinham ao Sudoeste do Paraná em busca de terras. A documentação da Cango foi reunida inicialmente ainda na década de 80 pela Prefeitura, depois ficou no quartel do Exército e antes de ser cedida ao Cemesp estava abrigada no Memorial do Departamento de Cultura.

 

Catalogação levará mais de cinco anos

A estimativa é de que mais de cinco anos sejam necessários para a conclusão do processo de arquivamento de todo o acervo. No Cemesp, os documentos inicialmente recebem limpeza e tratamento para manterem as características; depois é feita a catalogação em um sistema online e por último a digitalização. Um projeto do Cemesp junto ao Ministério da Cultura prevê a compra de um scanner e criação de um site para disponibilizar toda a documentação do local.

 

Cemesp incentiva pesquisas

Para o coordenador do curso de História, Odair Geller, a organização de um espaço que centralize a documentação histórica incentiva a produção de pesquisas sobre a região. “Nosso curso tem uma atuação em duas frentes, a da licenciatura e da pesquisa, e com o Cemesp conseguimos garantir o desenvolvimento de pesquisas científicas a partir do acesso a estas fontes, que têm muito a nos dizer sobre nosso passado”, frisou o professor.

Odair adiantou que alguns documentos do acervo, como cartas trocadas entre pioneiros da região, já estão servindo de fontes para pesquisa de que um artigo do próximo livro do curso, a ser lançado em outubro deste ano e que pela primeira vez terá somente temas locais. O Cemesp pretende receber acervos de outras prefeituras e instituições da região.

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