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Binário na Curitiba e Tenente Camargo é aprovado em audiência pública

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 Toda a extensão das duas ruas será mão única, com sentido inverso; uma das ruas também receberá uma ciclo faixa, para o tráfego de ciclistas

 Da assessoria

O vice prefeito, Eduardo Scirea, coordenou a audiência pública no auditório do centro de Eventos

O vice prefeito, Eduardo Scirea, coordenou a audiência pública no auditório do centro de Eventos

Estudantes, representantes de instituições e moradores do entorno das ruas Tenente Camargo e Curitiba compareceram à audiência pública que a Prefeitura propôs para debater a instalação do sistema binário nas duas ruas. Antes de ser aprovada por unanimidade pelos presentes, a proposta teve sugestões de melhor análise, críticas quanto à instalação da ciclo faixa e até elogios, como do engenheiro Alexandre Sabadin, que considerou a medida “ousada”.

A proposta de instalação do binário foi elaborada pela empresa Lahsa, que presta consultoria em trânsito para a Prefeitura. Na explanação, o professor José ferreira, especialista em trânsito, considerou o crescimento do município acima da média nacional nos últimos anos, bem como o aumento no número de veículos, de mais de 150% no mesmo período, além das dificuldades que o relevo do município, bastante acentuado, acrescenta à mobilidade urbana.

Para Ferreira, a decisão de implantação do binário nestas duas ruas irá “favorecer para que o sistema seja estendido às demais vias do entorno”. Segundo a proposta, a rua Tenente Camargo abrigará o fluxo no sentido Leste-Oeste, ou seja, da rua Peru (bairro Miniguaçu) até a Antonio Carneiro Neto (Nossa Senhora Aparecida). Já a rua Curitiba terá o sentido inverso.

Outra mudança significativa é a substituição do estacionamento oblíquo, que deixa o trânsito lento, pelo paralelo. As rotatórias existentes ao longo do trecho das duas ruas serão retiradas e substituídas por semáforos.

A mudança considerada mais significativa, no entanto, é a implantação de uma ciclo faixa, que será melhor debatida nos próximos dias.  A ideia é de que pelo menos em uma das ruas exista uma faixa exclusiva para o tráfego de ciclistas no lugar do estacionamento.

A reunião foi conduzida pelo vice prefeito e secretário de Planejamento, Eduardo Scirea, que considerou os resultados da audiência um início da aproximação do governo municipal com a população no debate de soluções para o trânsito. “A mobilidade urbana é um tema que não vinha sendo discutido, mas que está tomando corpo e hoje é essencial para o planejamento das cidades”, destacou Scirea. O diretor do Debetran, Rudimar Czerniaski, e a diretora do DIPPM, Monica Miró, também acompanharam a audiência pública.

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