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Francisco Beltrão

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Maria Maccari é pioneira de Beltrão

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Francisco Beltrão cresceu muito nas últimas décadas e se consolidou como uma importante cidade do Paraná. Muitas pessoas, os pioneiros, contribuíram para o crescimento e progresso da cidade. A nossa personagem de hoje, dona Maria, é uma das pessoas que viu a cidade se modificar e contribuiu para o crescimento e progresso de Beltrão.

Maria Gastaldon Maccari, de 93 anos, viúva há dois anos, é natural de Urussanga (SC). Ela veio para Francisco Beltrão em 1953, quando a família saiu de Santa Catarina em busca de uma vida melhor. Dona Maria veio acompanhada pelo esposo, Basílio Vendramini Maccari, e os três filhos: Jersi, Marli e Moacir.

“Um conhecido contou que no Paraná tinha terras muito boas para comprar por preço baixo e que valia a pena tentar uma vida nova. Foi então que viemos parar aqui no interior de Beltrão”, conta Maria. Na época a família veio de caminhão e demorou cinco dias para chegar, trazendo a mudança, os equipamentos que utilizavam para trabalhar na lavoura e dois porquinhos.

O destino a comunidade de Seção São Miguel, onde vive até hoje. Sempre trabalharam na lavoura, com vacas de leite e porcos. Mais tarde passaram a trabalhar com aviários e há alguns anos os filhos montaram um frigorífico. Quando a família chegou, a cidade era muito pequena, tinha poucos comércios, estradas precárias, muito barro e mato.

“Beltrão era muito diferente, não tinha quase nada, mas a cidade cresceu bastante, ficou bonita, organizada, um lugar muito bom de viver. Eu gosto muito daqui, sou feliz por ter escolhido este lugar para passar minha vida”, relata. Dona Maria e seu Basílio tiveram mais sete filhos que nasceram no Paraná, Roberto, Jaime, Irineu, Nilva, Iracilda, Zuleide, Élio. Dois deles moram próximo da casa de dona Maria, que reside sozinha.

Ela faz todo o serviço da casa, bordados, franjas em panos de prato e pinta cadernos de desenhos. Muito religiosa, sempre ouve missas no rádio ou assiste na televisão, mas quando pode vai à Igreja. As noras estão sempre por perto caso ela precise, mas aos 93 anos, é muito lúcida. Inclusive a pioneira adora contar histórias.

Lembra que passaram por muitas dificuldades, mas com fé em Deus e muita vontade de viver, venceram todas. “Eu não me queixo. Tive tristezas, mas também muitas  realizações. Deus me abençoou e me deu uma família maravilhosa, amigos e vizinhos muito bons, sou grata por tudo”, enfatiza Dona Maria. Inclusive ajudou duas mulheres em trabalho de parto e trouxe as crianças ao mundo. Na tarde em que estivemos conhecendo a história da pioneira, ela estava recebendo a visita de uma vizinha, dona Terezinha Nesi, de uma das noras, Marlene Maccari, e de uma de suas sobrinhas, Maria do Carmo Nesi.

 

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